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Banda Sinfônica de Cubatão abre a 24ª edição do ´Tocando Santos`, domingo, dia 6

Concerto no Sesc contará com a participação da violinista Elina Suris, da Orquestra Sinfônica de São Paulo.

Um encontro incomum - o ´embate` entre violino e instrumentos de sopro - e uma sinfonia da série Senhor dos Anéis estão entre as atrações do concerto da Banda Sinfônica de Cubatão, que abre a 24ª edição do projeto Tocando Santos, domingo, 6 de maio, às 18h, no Sesc-Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida). Sob a regência de Rodrigo Vitta, a apresentação contará com a participação de Elina Suris, spalla (violino solo) da Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP), para quem o maestro compôs ´O Grito da Natureza`, uma das poucas versões para o tipo de formação que se verá no palco. Os ingressos custam R$ 17 (inteira) e R$ 8,50 (meia) – aqueles que possuem credencial plena do Sesc.

A edição 2018 do Tocando Santos terá mais seis concertos, um por mês, até novembro, sempre em um domingo, às 18h. A programação foi divulgada nesta quarta-feira, 2 de maio, pelo subsecretário Estadual de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita, idealizador do projeto, desenvolvido pelo governo do Estado, por intermédio da Agência Metropolitana (Agem), em parceria com o Sesc-Santos. A série de concertos deste ano homenageia o empresário Armênio Mendes, que morreu em outubro do ano passado, aos 73 anos.

Ao lado do secretário de Cultura de Santos, Rafael Leal, do maestro Vitta e do diretor executivo da Agem, Hélio Vieira, o subsecretário Edmur Mesquita destacou a importância do projeto. “É uma parceria histórica com o Sesc-Santos que, além de proporcionar lazer, cumpre a função de aproximar o público da música de concerto, nas suas mais variadas formações instrumentais e versões –  clássica, fusão do clássico com o popular e com o jazz, entre outras. Tanto que neste quase um quarto de século, o teatro do Sesc sempre esteve lotado (são mais de 700 lugares) e com presença expressiva de jovens. Além disso, é uma ótima oportunidade para mostrarmos o trabalho e a qualidade dos grupos orquestrais da nossa região e de outros municípios do estado”, afirma Mesquita.

Ele lamenta que, em função da crise dos últimos anos, ainda não haja condições de retomar a realização do concerto de encerramento do projeto, ao ar livre, na praia do Gonzaga: em nove edições do Tocando Santos, até 2015, sempre em dezembro, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) foi responsável pelo espetáculo. “Mas o projeto não para, reúne excelentes grupos e não perdemos a esperança para buscar alternativas para, quem sabe, trazer a OSESP também”, diz.

Rafael Leal, secretário de Cultura de Santos, reiterou a importância que o Tocando Santos tem para os grupos da região mostrarem seu trabalho e formar público também. Leal lembrou que a orquestra sinfônica sempre participou do projeto e se apresentará em agosto. Ressaltou, ainda, que o homenageado desta edição, Armênio Mendes, “foi um grande parceiro da cultura”. 

O concerto de abertura

O repertório da Banda Sinfônica de Cubatão inclui as obras ´Overture Flashing Winds`, de Jan Van der Roost, e a ´Sinfonia nº 1 - The Lord of The Rings, de Johan de Meij. De acordo com o maestro Rodrigo Vitta, esta sinfonia, escrita antes dos livros de J.R.R. Talkien chegarem às telas dos cinemas, completa 40 anos em maio e será apresentada em várias cidades do mundo durante o mês, por diferentes grupos orquestrais.

Com relação à obra ´O Grito da Natureza`, Vitta explica que a compôs em 2011, para violino e orquestra. “Fiz uma versão para violino e banda sinfônica (formação principal com instrumentos de sopro e percussão; apenas contrabaixos no naipe de cordas), pensando em trabalhar com a Elina Suris. É um combate entre a voz do violino e a força dos sopros, em três movimentos: Queimada, Oração e Vida Plena. Será a segunda vez que apresentaremos esse concerto”, afirma o maestro, ansioso, apesar de participar pela terceira vez do Tocando Santos.

Criada na década de 1970, a BandaSinfônica de Cubatão tem na sua formação atual 80 músicos profissionais: Flauta, Oboé, Corne Inglês, Clarinete, Clarone, Fagote, Trompa, Trombone, Percussão, Saxofone, Trompete, Eufônio, Tuba, Contrabaixo acústico, Requinta, Piano. 

A solista

Elina Suris nasceu na Moldávia, quando o território ainda integrava a então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), desmembrada a partir de 1989. Começou os estudos de música e violino aos sete anos. Aos 10, já fazia seu primeiro concerto como solista na Orquestra Sinfônica da Filarmônica Nacional da Moldávia. Cinco anos depois, recebia o prêmio em um concurso nacional. Foi spalla (violino solo) da sinfônica dos estudantes do conservatório, integrou o Quarteto de Cordas da TV e Rádio da Moldávia como 1º violino.

Desde novembro de 1998, Elina Suris integra a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto como spalla. Em agosto de 2003, foi aprovada para a Orquestra Sinfônica do Estado e São Paulo (OSESP). Em 2008, tornou-se spalla da Orquestra de Câmera Metropolitana, sob condução do maestro Rodrigo Vitta.

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